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Escola António Arroio

Coletiva | Sanjoaninas, Angra do Heroísmo | Junho de 1999

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João Abel Manta Cartoon’s

Abril a Maio de 1999

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Rui Calçada Bastos

Instalação vídeo | Fevereiro a Março de 1999

Frequentar o olhar sem o examinar

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Humberto Santos Limiar

Pintura | Janeiro a Fevereiro de 1999

Currículo
Humberto José Silva Abreu Santos nasceu em Lisboa em 1946. Licenciou-se em Engenharia Eletrónica (curso de 6 anos) em 1968/69, no Instituto Superior Técnico, onde se Doutorou em Fevereiro de 1982, com uma Tese sobre Métodos Estocásticos Aplicados a Dispositivos Semicondutores e uma Prova Complementar de Doutoramento sobre Solitões, tendo sido aprovado por escrutínio secreto com Distinção e Louvor por Unanimidade. Realizou provas de Agregação em 1989, também no I.S.T.. Orientou várias Teses de Doutoramento, nomeadamente sobre dispositivos semicondutores da micro-eletrónica, utilizando heterojunções, poços quânticos, transporte quase balístico de eletrões, bi-estabilidade ótica, etc., e também dispositivos semicondutores de potência, como tiristores. Destes trabalhos resultaram numerosas publicações em congressos e revistas internacionais bem como dois livros. E atualmente Professor Catedrático de nomeação definitiva do I.S.T.

Pinta por “necessidade interior”, talvez como propôs Kandinsky. Por fome vital, sobretudo de pintar mas também de esculpir, tão fortes como a de comer.,.

De vez em quando, mostra o que faz aos amigos, tendo contudo exposto coletivamente nos Salões de Outono do Casino do Estoril de 1980 (menção honrosa) e 1981 e no Palácio Foz (C.M.L. e G.A.L., 2° Prémio de Pintura) em 1981.

Agrada-lhe que o figurativo e o abstracto tenham muito em comum. Gosta da síntese, do essencial. Em muitos trabalhos deixa espaço para mais do que uma leitura.
Totalmente desenquadrado dos meios artísticos, é um autodidata. Uma exceção foram longas, embora infelizmente raras, conversas com o Álvaro Rocha, tio da Lena, pintor e ceramista, autor de grandes painéis murais, que vive em Viana do Castelo.

O título da presente mostra é “Limiar”. Um título ambíguo…
Que cada cabeça dê a sua sentença, que cada olhar dê o seu contributo e interprete como melhor, ou pior, lhe parecer.

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Rocha Correia Esculturas

Escultura | Dezembro de 1998

Currículo
Rocha Correia nasceu a 30 de Março de 1918 e faleceu em 1996.

Ainda aluno das Belas Artes, onde foi discípulo dos mestres Simões de Almeida (sobrinho) e de Leopoldo de Almeida, participava já em importantes acontecimentos artísticos da época, como foram os salões da S.N.B.A, ou as exposições promovidas pelo S.P.N., tendo recebido vários galardões, dos quais se destaca, sem dúvida, o 2º prémio Soares dos Reis de 1943. Como estudante de escultura, aproveitava ainda os ensinamentos do mestre Barata Feio, trabalhando no seu “atelier” das Janelas Verdes.

Terminado o curso em 1944, inicia então a sua carreira docente na Escola de Artes Decorativas António Arrolo. Apesar desta opção pelo ensino, não abandona a produção artística, integrando-se no movimento de intensa atividade que aproveitava uma certa “abertura” imposta pelos acontecimentos do pós-guerra à ditadura do Estado Novo. Participa então nas primeiras Exposições Gerais de Artes Plásticas, promovidas pela S.N.B.A., assim como continua a concorrer às Exposições de Arte Moderna do S.N.I., recebendo mesmo vários prémios. O seu empenhamento no desenvolvimento de um meio artístico que procurava então intensamente libertar-se do pesado jugo da fascizante política estatal, levou-o ainda a fazer parte, como membro suplente, das direções da S.N.B.A eleitas em 1948 e 1949. São mercantes também, nestes finais dos anos 40, o seu convívio e experimentação conjunta com Frederico George, Le Mattre de Carvalho, e ainda Jorge Vieira e Daciano Costa.

Nos anos 50 irão determinar um abrandamento de toda esta atividade. O governo do Estado Novo deixa de se preocupar com a imagem dada para o exterior, que se consubstanciara até aí na famosa “política do espírito” de António Ferro através do S.P.N./S.N.I., o que determinará o “silenciamento” dos ecos da produção artística e cultural, Por seu lado, a carreira docente de Rocha Correia impor-lhe-á o abandono da capital até aos finais da década de 60.

Apesar do afastamento, e tanto quanto lhe permitiu a errante e absorvente atividade docente e o pouco incentivador meio da encomenda artística, Rocha Correia foi realizando pontualmente alguns trabalhos, desde a colaboração escultórica em obras de arquitetura até bustos-retratos e medalhas.

Ao longo de todo este tempo, não abandonou, no entanto, as suas pesquisas no campo dos materiais e das formas de expressão da escultura. Foi o resultado de parte desse trabalho que expôs em 1968, na sua única mostra individual na Galeria Divulgação. É também uma escultura em madeira policroma, intitulada “Totem Vigilante”, que é escolhida para integrar a III Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1986. São igualmente exemplo dessa pesquisa as obras agora expostas.

Através de toda a sua obra, revela-se o seu apreço por Bourdelle, que preferia a Rodin, como marca de uma sólida formação académica. Formação essa que, todavia, não impediu a sua enorme atração pela obra de Marini, ou o interesse pelas experiências de Calder, nem tão pouco a contínua pesquisa das capacidades expressivas dos materiais (especialmente o barro), das cores e dos seus comportamentos perante a luz.

Não menos importante do que o seu trabalho artístico foi, sem duvida, a sua atividade de professor, que ninguém melhor do que os seus próprios alunos poderá apreciar. O que agora lembramos, nós que fomos seus colegas e amigos, é o muito que nos soube transmitir, ao seu jeito simples e prazenteiro, em amenas e alegres “cavaqueiras” ou nas inesquecíveis viagens e visitas. Não é fácil esquecer uma ida ao Museu do Chiado conduzida por alguém que conheceu “por dentro” alguns dos ateliers de onde aquelas obras saíram e que privou com os seus autores. Também será muito difícil apagar da memória uma visita a Paris e ao Louvre, envolvida pelo entusiasmo contagiante de alguém que esperou setenta anos para “ver” finalmente, obras de arte longamente estudadas e apreciadas…