Linha branca
Escola António Arroio 2008.09
Coletiva | Julho a Setembro de 2009
Exposição de trabalhos realizados pelos alunos de comunicação audiovisual, design de produto, design de comunicação e produção artística.
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Francisco Aires Mateus Escola António Arroio
4 de Junho a 3 de Julho de 2009
FORMA, PROGRAMA, CIDADE
A arquitetura pública de Aires Mateu
A arquitetura exprime sempre uma vontade, dando-lhe corpo. Mesmo quando é anónima, não passa sem desígnio nem desenho. Quando é identificável, investida de autoria, a sua relevância decorre ainda mais desse controlo sobre a forma.
A crescente notoriedade da produção arquitetónica de Aires Mateus – explanada em obras, concursos, exposições e publicações – tem nesse controlo o seu principal fundamento. O partido formal que ela toma é apreensível enquanto referência, ou mesmo estilo, pela coerência do vocabulário e dos processos adotados. Essa qualidade resulta de uma redução obsessiva dos meios do projeto a um plano onde a abstracção, secundada pela geometria, é soberana. É na capacidade de consumar o seu impulso que esta arquitetura colhe popularidade, enquanto “vontade da forma.” A concretização desse propósito ostenta assim um caráter performativo (logo “heróico”), em que o projetado e o edificado não admitem desvios à experiência do espaço como uma totalidade. O objetivo é cumprido através de uma linhagem minimal, onde a tectónica está cingida a poucos elementos para fazer sobressair a modelação dos volumes e das superfícies.
Diogo Seixas Lopes
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Jorge Nesbitt Escultura
30 de Abril a 22 de Maio de 2009
Os Bonecos de Jorge Nesbitt
Jorge Nesbitt nunca foi um artista profissional no sentido que vem sendo dado a essa designação, foi, desprendidamente, muito melhor que isso, uma espécie de eletrão livre divertindo-se na travessia da vida e…das artes.
Quando olho para o percurso, de mais de 40 anos, dos seus objetos vejo sempre uma enorme coerência manifestada por três constantes fundamentais:
– O interesse pelo mecanismo e pela tecnologia que o sustenta e lhe dá um significado;
– A prática de uma divertida antropomorfização em assemblagens com os mais variados elementos provenientes do banal e do quotidiano;
– Uma prática do desenho que, se pode parecer preparatório das suas assemblagens, é, as mais das vezes, uma reflexão e um aprofundamento plástico e intelectual das mesmas.
Estes bonecos e estes desenhos são, hoje, a sua presença possível entre nós, como sempre irónica e mordaz, incisiva, a presença de um outsider consciente de o ser, rindo connosco, ainda e sempre.
José Luís Porfírio
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Fernando Brízio Giotto
19 de Março a 21 de Abril de 2009
Fernando Brízio é licenciado em Design de Equipamento (1996) pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, cidade onde vive e trabalha. Tem desenvolvido deste 1999 produtos, espaços expositivos, cénicos e interiores para inúmeras empresas e instituições como: Details, Droog Design, Atlantis, Rui Horta, Modalisboa, Intramuros, Lux/Atalaia, Experimenta Design, CCB, Galeria KREO (Paris), entre outras.
Foi comissário do projecto S*Cool Ibérica em 2005. É professor e coordenador do curso de Design Industrial da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha e, professor visitante na ECAL- Ecole Cantonal d´art de Lausanne.
Tem participado em diversas conferências e júris, em Portugal e no estrangeiro. O seu trabalho tem sido exposto e publicado internacionalmente.
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Pedro Salgado
Desenho Científico | 22 de Janeiro a 20 de Fevereiro de 2009
Pedro Salgado nasceu em Lisboa (1960), formou-se em Biologia na FCUL (1984) e especializou-se em ilustração científica com uma bolsa da Fulbright na Universidade da Califórnia, EUA, em 1989. Ilustrador de prestígio internacional, as suas ilustrações têm sido premiadas por organizações e publicações da especialidade, como a Guild of Natural Science Illustrators e a National Geographic Magazine.
Tem desenvolvido trabalho diversas instituições e eventos nacionais e estrangeiros, entre as quais; Expo’ 98, Oceanário de Lisboa, IMAR- Instituto do mar, Sociedade Portuguesa de Herpetologia, Museu de História Natural de Espanha, Fauna Iberica Project (Portugal e Espanha).
Realizou 14 séries de selos ( botânica e zoologia) para os CTT Portugal e Correios de Angola e Guiné (incluida a série Peixes portugueses, 2006).
Desde 1989, desenvolveu mais de uma centena de ações de formação em ilustração científica, através de cursos, workshops e conferências, em Universidades, Museus e outras instituições de Portugal, Espanha, Moçambique e EUA.
É professor convidado no Mestrado em Desenho da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, no Mestrado em Ilustração na Escola Superior de Artes do Porto – Guimarães, e responsável pelo Curso de Ilustração Científica do IAO – Universidade Autónoma de Lisboa.
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João Fazenda
Ilustração | 13 de Novembro a 18 de Dezembro de 2008
João Fazenda nasceu em Lisboa em 1979.
Vive e trabalha entre Lisboa e Londres.
Estudou Artes Gráficas na António Arroio e é licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa.
Desde 1999 que vem desenvolvendo uma atividade regular como ilustrador em vários jornais e revistas nacionais, do Público ao Independente, da Ler à Visão, entre muitos outros. Ilustrou também para livros infantis ( Colecção Um Saltinho com textos de Isabel Zambujal, A verdadeira história de Pedro e o Lobo, com João Paulo Cotrim) e para clássicos (Romeu e Julieta de Shakespeare); o guião gráfico As aventuras do Rapaz de Papel de Nuno Artur Silva, cartazes de cinema ( Nha Fala de Flora Gomes, À flor da pele de Catarina Mourão) e capas de discos (Pinhead Society, Mariza, Carlos Paredes, Tora –Tora Big Band, Deolinda). É autor, juntamente com Marte, da série de banda desenhada Loverboy e com Pedro Brito da novela gráfica Tu és a mulher de minha vida, ela a mulher dos meus sonhos, com edições em português, francês e polaco, e participou em vários projetos coletivos como Movimentos Perpétuos- BD para Carlos Paredes e Vencer os Medos, entre outros.
Colaborou com Miguel Gomes no filme A Cara que Mereces. Co-realizador da curta-metragem de animação Café com Alex Cão e realizador da curta–metragem de animação Algo Importante ainda em produção. Colaborações regulares com agências de publicidade (Publicis, Bates, Abrinício, Tangerina Azul…)
Participou em diversas exposições individuais e coletivas em Portugal, Espanha, França, Córsega, Suíça e Itália.
Ganhou vários prémios em concursos de banda desenhada, com destaque para o Melhor Álbum Português do Ano de 2001 no Festival Internacional de BD da Amadora; foi premiado na àrea da ilustração no concurso Jovens Criadores em 2004 e foi distinguido por várias vezes com Awards of Excellence pela Society of Newspaper Design com ilustrações realizadas para o jornal Público. Vencedor do Grande Prémio Stuart de Desenho de Imprensa 2007.
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Não é de palavras que se constroí uma imagem, mas é de imagens que se constroí uma ilustração. Apetece perguntar – Quantas imagens cabem numa ilustração?
Ao trabalhar para a imprensa, ao ilustrador é pedido poder de síntese e legibilidade gráfica, uma imagem que não cabe na realidade, uma ideia que não cabe numa imagem. Umas vezes o ilustrador encontra-a, outras não; é esse o seu jogo e risco. Uma ideia que se confunda com o desenho, que tenha o poder de uma linguagem. As páginas dos jornais das revistas não se prestam a silêncios – estamos em trânsito, e as imagens fazem parte desse motor do mundo que é a informação. Aqui as imagens valem todas as leituras que quisermos fazer menos a da contemplação – elas produzem conteúdo, informam. É verdade que também ilustram, no sentido iluminado, as palavras, mas, longe da simples repetição do texto elas devem dialogar com ele, complementando-se mutuamente. É verdade que às vezes também são só bonecos, imagens bonitas. E nesse caso, quantas palavras vale uma imagem?
São essas páginas a origem destas ilustrações que aqui são mostradas. O seu lugar foi forjado entre textos, compostos nas mais variadas fontes; entre fotografias das mais diversas cores; entre notícias de todos os géneros, da cultura à economia; entre as pressas dos nossos dias. Andaram de metro e de autocarro, de comboio e avião; serviram naquele dia daquela semana e como apareceram, logo partiram. Esta voragem em direção ao esquecimento e ao caixote do lixo (guardar jornais = pó e bichos) faz parte do acordo tácito proposto ao ilustrador: inventar um dia claro entre a nebulosidade das notícias. E depois desaparecer. O papel amarelo dos jornais serve para nos lembrar que os mesmos são antigos, não vamos nós confundir os dias e as notícias, e também para lembrar que o acordo não está a ser cumprido. Pois.
Ainda bem que há as exposições!
E agora sem rede, sem texto, sem pressas, em papel que não amarela (segundo o fabricante!), e no silêncio da galeria – as mesmas ilustrações. Não sei se sobrevivem mas sempre serve para respirarem um pouco. As imagens também têm muitas vidas.
Nota técnica O conjunto de ilustrações desta mostra foi realizado entre 2001 e 2008, e publicado na imprensa portuguesa, nos jornais Público, Sol, Inimigo Público e Combate, e nas revistas Pública, Visão e Magazinartes.
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Kazuaki Tanahashi Caligrafia japonesa
21 a 26 de Outubro de 2008
Sessão de demonstração de caligrafia japonesa pelo Mestre Kazuaki Tanahashi, dia 21 de Outubro. Os trabalhos produzidos estiveram expostos até ao dia 26 de Outubro.


















