Sculptura Disputatio

Exposição no Museu Bordalo Pinheiro

04.02 a 06.03.2022
Inauguração 04.02.2022 – 18h

Aprender, repensar, rejeitar, re-organizar e renovar.

A exposição Sculptura Disputatio é uma colaboração entre o Museu Rafael Bordalo Pinheiro e o grupo Arte Sodad, constituído por alunos de cerâmica da turma do 12º D da Escola Artística António Arroio.

Este projeto, desenvolvido no âmbito das disciplinas de Gestão das Artes e Projeto e Tecnologias,  pretende dar visibilidade aos trabalhos de Provas de Aptidão Artística do curso de Produção Artística-Cerâmica de 2019/21, cujo tema é o Poder da Arte. Promovemos a discussão e debate sobre importantes tópicos que impactam a sociedade contemporânea (racismo, igualdade de gênero, crise de refugiados, etc.), usando como referência artística a obra de Rafael Bordalo Pinheiro e a sua atividade interventiva. 

 O Poder da arte é exercer influência em alguém.

Não é a superioridade dos meios elitistas artísticos, mas a reunião, o acordo e a cumplicidade entre Humanos de todas as classes sociais, raças e etnias – é a conversa, a discussão (disputatio). 

Este ambiente é sobre isso, é sobre equidade. O trabalho dos jovens começa pela consciência dos temas contemporâneos: qual é a nossa revolução? Vai ser sempre sobre o amor. Amor ao planeta, amor ao próximo e amor a mim.  

Se existe revolução é porque existe sensibilidade.
Se existe arte é porque existe sensibilidade.

A existência da revolução não é nova, a revolução na arte (ou da arte) é uma experiência intrínseca aos homo-sapiens. As vivências de Bordalo Pinheiro que influenciaram a sua arte são intemporais, provêm de uma adversidade que, apesar de se manifestar de formas diferentes consoante o contexto social de cada época, provoca sempre uma reação revolucionária. 

Todas estas ideias são transpostas na cerâmica. A plasticidade é infinita, e daí tanto provém a organicidade e complexidade do Homem, tal como a sua rigidez e geometrismo  – conceitos complementares e co-dependentes. 

A geração seguinte observa e reage ao trabalho das gerações antecedentes.

Aprendem, repensam, rejeitam, reorganizam, renovam – esse foi o nosso propósito.

O poder da arte não é apenas sobre um movimento político ou revolucionário, não se envolve apenas em benefício à sociedade, mas também como própria manifestação do indivíduo criador. Ao artista não lhe deve ser imposta esta ideologia, pois a sua arte tem o poder de materializar uma emoção, sentimento ou algo que o inquieta proveniente do exterior, assim como do interior.