Os vários caminhos da banda desenhada
Nicola Lonzi (Florença, Italia – 1978) e Utku Yavasca (Biga, Turquia – 1990)

Inauguração: 10 de fevereiro, às 17h30
De 10 de fevereiro a 3 de março de 2023
São muitas as influências e percursos que guiaram os dois autores, mas todos conduzem à linguagem da banda desenhada, ao diálogo com a palavra escrita, com as personagens e os seus balões.
Podemos partir dos desertos de Moebius e chegar à caligrafia chinesa. Podemos partir da vanguarda dos anos 1970/1980 e chegar à animação gráfica, à pintura renascentista e até aos videojogos.
Quando escolhemos fazer histórias aos quadrinhos, temos infinitas possibilidades, estilos, escolhas expressivas. Pode-se encher o papel com diálogos e cenas, ou fazer uma história aos quadrinhos mais poética e silenciosa. Não há limites, mas há regras: banda desenhada não é só desenho, não é só pintura ou ilustração, não é só palavra, não é novela. Comics é uma linguagem separada e como qualquer linguagem tem uma gramática, uma sintaxe.
Quando entramos no mundo dos quadrinhos entendemos isso, temos que (nem que seja um pouco) desistir da busca da imagem pura e do puro prazer da palavra escrita, e em troca ganhamos todo um mundo fantástico para explorar.
