Linha branca
Escola António Arroio 2007.08
Coletiva | Julho a Setembro de 2008
Exposição de trabalhos realizados pelos alunos de cerâmica, comunicação audiovisual, design de produto, design de comunicação, ourivesaria e têxteis.
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José Miguel Ribeiro
Animação | 19 de Maio a 13 de Junho de 2008
Biografia
José Miguel Ribeiro nasceu em 1966 na Amadora. Licenciou-se em Artes Plásticas – Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e começou a trabalhar como ilustrador no em 1990. Estudou cinema de animação na Lazennec-Bretagne, Rennes e na Filmografo, Porto em 1993/94. Realizou varias curtas-metragens, entre as quais se destacam O Ovo, O banquete da Rainha, e em 1999, A Suspeita, com a qual receberia o Cartoon d’Or 2000. Mais recentemente realizou uma série de 26 episódios para crianças intitulada As coisas lá de casa e a curta-metragem Abraço do vento.
Neste momento encontra-se a finalizar o filme O passeio de domingo e a preparar a curta-metragem Viagem a Cabo Verde.
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Pedro Ferreira Antifonia
Instalação | 10 a 30 de Abril de 2008
Antifonia
(canto em oitavas; canto alternado entre dois coros; que responde, que acompanha)
O instrumento está suspenso na possibilidade, é retirado da função
e enterrado com o desaparecimento daquele que o usa, que o faz ser aquilo para o qual foi construído. É ao mesmo tempo um objeto que possibilita a possibilidade, como uma garganta que possibilita a voz. Possui o desconhecido, encerrando-o na sua sombra, é umbral, esconde a luz. É uma caverna à qual não há acesso – é a tenda do nómada, mas com um sentido invertido, porque não nos deixa aceder ao seu conforto de interior, no conhecimento, ele deixa-nos do lado de fora, sem vestígio nem resto, e sem o mais pequeno sibilar da voz.
O caçador trabalha um risco, uma de suas mãos agarra uma
inominável charneira vertical, essa mão possui um arco, a outra
uma seta. Nesta condição o caçador caça voltado para fora do seu corpo, da superfície exterior do corpo próprio para fora na direção de outros corpos, de si para o outro num exercício mortal, de vociferação. No movimento de rotação do corpo, na busca de sentido, o arco traça um muro invisível e silencioso interrompido apenas pelo estalar da corda no momento do lançamento da seta – é este o refrão que
anuncia repetidamente a vocação. O som produzido por essa corda, nesse momento preciso, é o que torna possível ao caçador ser
caçador, é o sinal que presentifica a instância inanimada do caçado
e a separação entre caçador e caçado. O caçador é uma possibilidade
– assim está num futuro por vir – o caçado é um alvo – assim está à partida num passado já passado.
Como uma coluna, o arco é para o caçador o seu denominador, e por isso ele se agarra com força ao que sustém a própria verticalidade do corpo, porque o alimenta e faz dele o alimentador. E como uma coluna,
o arco roda verticalmente em torno da mão, voltando-se mortalmente para este – passagem de caçador para caçado.
Na vocação de caça o caçador/caçado, por um lado substantiva-se
por si só designando a própria substância, por outro lado, acompanha
a substantivação determinando-a e qualificando-a. O caçado determina e qualifica o caçador e é por isso o apanhado na caça. O caçador subsiste sempre incompleto.
Neste momento, se disparar a seta voltada para si próprio ganha
a possibilidade de separar caçador de caçado, tornando díspares os dois que se complementam – inicialmente já o eram, dois intocáveis
em vocação – mas junta-os ao mesmo tempo, dois intocáveis em caça, anulando-se porque são um. Se retirar a seta, deixando apenas arco, caçado e caçador, deixa de haver anulação, mas mantém-se a infinita rotação. O suspenso estalar da corda despida de seta, permanente-mente em estalo – faz-se no infinito refrão da vocação.
Pedro Ferreira 2008
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Bijoux Européens 2008
Colectiva | 4 a 14 de Março de 2008
Trabalhos realizados pelos estudantes de joalharia de dezasseis escolas europeias.
Países e escolas envolvidas:
Bélgica, Antuérpia. SIHA Stedelijk Instituut voor Handel en Ambachten
Bélgica, Namur. Institut des Arts, Techniques et Artisanats
Eslováquia, Kremnica. Škola Uzitkoveho Výtvarnictva
Espanha, Estepona – Malaga. Escuela Joyeria
Espanha, Madrid. Escuela de Arte n°3
Espanha, Madrid. AETA
Espanha, Vigo. Escuela Tecnica de Joyeria del Atlantico
França, Saint-Amand Montrond. Lycée professionnel Jean Guéhenno
Grécia, Salónica. Mokume Institute
Itália, Florença. Le Arti Orafe
Itália, Valenza. Istituto Benvenuto Cellini
Letónia, Liepaja. Liepajas Lietiskas Makslas Koledza
Holanda, Schoonhoven. Roc Zadkine.
Portugal, Lisboa. Escola Secundaria António Arroio
Portugal, Porto. Escola Secundaria Soares dos Reis
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José David
Desenho | 17 de Janeiro a 15 de Fevereiro de 2008
Há os rostos que se multiplicam, que se refletem, que se espelham noutros rostos ou na imagem que procuram dar deles próprios. Podemos dizer que são autorretratos, quer nasçam de um propósito de reencontro com o conhecimento que o sujeito tem de si próprio, quer resultem da necessidade de interrogar o eu que se esconde sob o rosto que se associa à identidade de cada um.
Nuno Júdice
Currículo
Nasceu em Almeirim em 1938. Parte para Paris em 1969, onde colabora como ilustrador para diversas revistas e editores em França, Alemanha e Portugal. A partir de 1980 dedica-se à pintura. Vive e trabalha entre Paris e Lisboa.
Exposições Individuais
1976 Paris, Galerie Marthe Nochy
1982 Paris, Galerie Peinture Fraiche
1985 Paris, Galerie du Prévôt
1986 Lisboa, Galeria Ana Isabel
1987 Paris, Caixa Geral de Depósitos
1988 Hambourg, Galerie Amsa
1990 Paris, Caixa Geral de Depósitos
1991 Paris, Galerie Magelian
1991 Almeirim, Biblioteca Condessa de Cadaval
1992 Lisboa, Galeria de Arte Y Greco
1994 Paris, Cite Universitaire, Maison du Portugal
1995 Almada, Galeria Municipal de Arte
1998 Saint-Germain-en-Laye, Musée Vera (com Carlos Cobra)
1999 Paris, Sede da Companhia de Seguros Império
1999 Abrantes, Galeria Municipal de Arte
2002 Braga, Museu Nogueira da Silva
2003 Almada, Casa da Cerca, Centro de Arte Contemporânea 2004 Paris, Instituto Camões
2006 Paris, Centro Cultural Calouste Gulbenkian
2007 Lisboa, Galeria Cidiarte
2007 Lisboa, Galeria Diferença
Exposições Colectivas (Selecção)
1978 Paris, Centre National d’Art et de Culture Georges Pompidou, Exposition commémorative pour le numero 1000 de Ia collection Folio
1983 Lisboa, Alliance Française, Pintores Portugueses em Paris
1984 Antibes, Musée du Bastion Saint-André, Rencontre artistique internationale Pau, Musée des Beaux-Arts
1988 Guimarães, Galeria Gilde, 12 Pintores Portugueses de Paris
1989 Paris, Galerie du Prévôt, Art Portugais
1990 Paris, Mairie de Paris, Art Contemporain Portugais
1998 Paris, Salon de Mai
1999 Almada, Galeria Municipal de Arte de Almada, Dez Anos de Actividade
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Pedro Massano
Banda Desenhada | 15 de Novembro a 14 de Dezembro de 2007
Currículo
Pedro Massano nasceu 15 de Agosto de 1948
1972 Começa a publicar, com carácter não profissional, no suplemento “Quadradinhos” do jornal
A Capital, no suplemento humorístico do Diário de Lisboa “A Mosca”, sob a direção de Luís de Stau Monteiro. Faz ilustração e caricatura política na revista Observador. Publica bandas desenhadas em órgãos estudantis da ESBAL, onde estuda entretanto.
1973 Já com carácter profissional, ilustra cartões para várias séries de diaporamas da Prevenção de Acidentes de Trabalho. Publica na revista Mobil. Faz publicidade avulsa para pequenas empresas.
Faz ilustrações para agências de publicidade. Ingressa na revista Musicalíssimo onde publica caricatura e banda desenhada. Publica ilustrações e caricatura na revista Volante (1.ª série).
1974 É convidado a colaborar com o jornal República na ilustração de temas do internacional e caricatura política. Colabora com o fanzine Aleph. Ilustra capas de livros e discos para diversas editoras.
1975 É convidado a trabalhar para o jornal A Luta, onde “cumpre” toda a vida do jornal, fazendo uma caricatura diária, ilustração e, na derradeira fase da publicação, uma tira diária de humor “O Abutre”. Assina artigos de estudo e divulgação de banda desenhada. Integra a revista Visão, para a qual produz várias histórias de banda desenhada, realistas e humorísticas, bem como bom número de capas e outras ilustrações. É convidado a produzir um álbum para a emigração, com texto de Maria Alberta Menères, “Uma Aventura no País do João”. Colabora com a revista Cinéfilo com páginas de humor. É convidado a fazer caricatura e humor para o semanário Acção Socialista com que colabora durante cerca de 5 anos. Começa a aceitar grandes encomendas de agências de publicidade, como free-lancer, de ilustração e desenho. É convidado a colaborar com o semanário desportivo AutoSport com caricaturas e banda desenhada.
1975/6 É convidado a colaborar com o jornal Mundo Desportivo para o qual produz, durante cerca de um ano, caricatura e “charges” desportivas.
1977 Colabora com o semanário infantil Fungágá, de Júlio Isidro, com ilustração e banda desenhada. Colabora com o canal 2 da RTP, produzindo peças gráficas de apoio à programação e reportagens de julgamentos, entre outras. Produz as 6 primeiras capas da revista Negócios.
1978 É convidado a participar num concurso, organizado pela Secretaria de Estado do Ambiente, que ganha com a personagem “Minhoca Tropicalda”, recebendo, para além do prémio, a possibilidade de edição, pelo organismo organizador, de um álbum de 24 páginas, que acaba, no entanto por não ser publicado. Ilustra Livros de Curso (caricatura) para vários estabelecimentos de Ensino Superior. É convidado a ingressar nos quadros do jornal Portugal Hoje, produzindo tiras diárias, caricatura e ilustrações de toda a espécie.
1980 Publica no semanário Match Magazine a banda desenhada de ficção científica “Terra II”, entretanto inacabada, por falência da publicação. “O Abutre” é recuperado e publicado em álbum, pela editora Europress. Saem 7 álbuns em formato italiano.
1983 Pagina e ilustra a revista Pesca & Companhia. Colabora com a revista Caça e Tiro. Colabora com o jornal O País com caricatura. Convidado a colaborar com a revista Turbo com antevisões de modelos de automóveis e pinturas de reconstituição de corridas históricas. Ilustra para a editora Polemos a obra de Mayakoswski, para crianças, “O que é bom e o que é mau”. Ingressa na agência de publicidade Comunicar, concessionária da publicidade Renault para Portugal, onde se mantém durante 2 anos. É convidado pelo canal 2 da RTP a ilustrar e comentar com cartoon as notícias do Jornal II durante 3 meses.
1985 Passa para a agência Grafidec Dorland, onde se manterá nos 2 anos seguintes. Publica no magazine dominical do Diário de Notícias a história em banda desenhada “Mataram-no duas vezes”: 64 páginas baseadas na personagem histórica de João Brandão, que produzira entretanto, com Luis Avelar como argumentista.
1987 É editado o álbum “Missão H…Órrível”, uma aventura da Minhoca Tropicalda, a partir dos originais entretanto recuperados. Ilustra o livro de contos de Mário Contumélias “O Pai Natal Aprendiz” para a editora Europress. Para a mesma editora, ilustra com aguarelas uma edição especial da obra “Os Putos” de Altino do Tojal. É editada em álbum a história “Mataram-no duas vezes”, pré publicada no DN Magazine, pela editora Europress. É-lhe atribuído, por esse álbum, o prémio Mosquito do Clube Português de Banda Desenhada. Estabelece-se como free-lancer publicitário – ilustrador e criativo – com atelier próprio. Cria a sua própria empresa, Pedro Massano, Lda., sediada no Bairro Alto, onde passará os 10 anos seguintes, tendo como clientes, entre outros: Comunicar; Grafidec Dorland; Laboratório Dávi; British Council; Aximage; Junta Autónoma de Estradas; Ministério do Exército; BNC; e Prevenção Rodoviária Portuguesa.
1995 Cria a sua própria editora PIM, através da qual edita o livro didáctico-pedagógico de sua autoria “Como Fazer Banda Desenhada”, que tem excelente acolhimento por parte da crítica e do público. Cria o jornal Eco Regional de que é, presentemente, diretor.
1996 A PIM edita o primeiro título de banda desenhada “Os Passarinhos”, humor, em formato italiano, de sua autoria. Passa a assegurar em cada edição do Eco Regional uma página de crítica e divulgação de banda desenhada, “Quadradinhos à Portuguesa”. Começa a preparar uma série de 3 novos álbuns sobre a conquista de Lisboa em 1147, baseados na “carta para Osberno”.
1997 Fecha a editora e o atelier para se dedicar apenas ao jornal e à colaboração, como free-lancer, com empresas de software. É convidado a colaborar com o Ministério da Administração Interna no website. Cria a personagem Dick Tetiv. Com mais tempo para a banda desenhada, desenha e edita, com o apoio do Montepio Geral o primeiro tomo de “A Conquista de Lisboa”, que é lançado na Câmara Municipal de Lisboa, com a presença do então Presidente Dr. João Soares e tem excelente acolhimento por parte do público e da crítica. É homenageado pelo Festival Internacional da Sobreda com uma exposição dedicada ao conjunto do seu trabalho e o troféu Sobredão.
1998 Escreve e desenha o segundo volume de “A Conquista de Lisboa”.
1999 É convidado a criar, para o jornal Povo do Algarve, uma personagem de humor que caraterize o povo algarvio. Nasce a personagem “Tialgarf”. Convidado pela Universidade de Coimbra a integrar, com uma história de sua autoria, o livro “Uma Revolução Desenhada” como comemoração do 25 de Abril de 74. Começa a trabalhar num roman BD, “O Combóio do Ouro”, passado durante o advento do Estado Novo e tendo como pano de fundo a Guerra Civil de Espanha, cujas primeiras 8 páginas são editadas pela revista “Selecções BD”. É contactado pelo investigador e argumentista francês Patrick Lizé para desenhar “Le Deuil Impossible”, revisitação do mito sebastianista, com projeto previsto para 3 álbuns, para a editora francesa Glénat Editeurs.
2000 É homenageado pelo IPJ da cidade de Braga, com uma exposição de pranchas originais de “A Conquista de Lisboa”, na torre de menagem. É publicado, em França, o primeiro tomo do “Deuil Impossible – Le Chevalier du Christ”.
2001 Assina contrato para o segundo tomo de “Le Deuil Impossible – Le Démon de l’Escurial”. Trabalha no terceiro tomo de “A Conquista de Lisboa”. Trabalha no roman BD “O Combóio do Ouro”. É homenageado pelo “Moura BD 2001”, Festival Internacional de Banda Desenhada de Moura, pelo conjunto do seu trabalho. Recebe o troféu Balanito de Honra. Participa em ações de formação na Bedeteca de Lisboa/IPLB.
2002 Edita, pela editora BookTree, em Dezembro, o segundo tomo de “A Conquista de Lisboa
– Por Vontade de Deus”. Produz para a Tertúlia BD de Geraldes Lino um conjunto de 4 páginas parodiando o Homem-Aranha.
2002/3 Participa em ações de formação organizadas pela Bedeteca de Lisboa e pelo IPLB.
2004 Trabalha no 3.º tomo de “A Conquista de Lisboa” e inicia um novo projeto com texto de
Hélder Costa “A Camioneta Fantasma”. Em Março a editora Glénat Éditeurs traz a lume o 2.º volume de “Le Deuil Impossible – Le Démon de l’Escurial”. Produz para a Tertúlia BD de Geraldes Lino um conjunto de 4 páginas parodiando Conan “o bárbaro”. Em Julho colabora com a Câmara, e a Biblioteca Municipal de Viseu, na cerimónia/colóquio solene de abertura da Bedeteca Luis Beira. Em finais de Outubro apresenta na Fundação Gulbenkian em Paris o 2.º tomo de “Deuil Impossible” e em Novembro, no Instituto Francês de Madrid, sendo também convidado a participar na “Expocomic 2004”.
2005 Colabora com o grupo de teatro independente A Barraca na preparação da peça, de Hélder Costa “O Mistério da Camioneta Fantasma”.
2006 É contratado pela Fundação Batalha de Aljubarrota para fazer um álbum de 64 páginas sobre o assunto. Publica no jornal Mundo Universitário uma página de BD “O Kapa Negra”. Faz a capa do fanzine Jazzbanda n.º 2 editado por Geraldes Lino.
2007 Convidado pela SPA para participar numa exposição pluridisciplinar “Exposição Colectiva de Artes Visuais” no âmbito da reunião do Comité Internacional de Criadores de Artes Gráficas. Produz uma página de BD sobre o Prince Valliant para o fanzine Efeméride de Geraldes Lino sob o título “Prince Valliant no séc. XXI”. Concebe e faz a capa para o livro de José de Matos-Cruz “ O Infante Portugal – E as tramóias capitais”. Convidado pela revista Visão a fazer uma página de BD sobre “Tintin/o centenário de Hergé” publicada no n.º 741, de 17 de Maio.
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Motomichi Origami
8 a 12 de Outubro de 2007
O Origami é uma das coisas que mais me dá prazer fazer. Muitas vezes, em ocasiões como o aniversário de algum amigo ou conhecido, costumo oferecer peças de origami como presente. Nessas alturas, acontece perguntarem-me: “Já fazes origami há muito tempo!?” Mas, na realidade, a minha história com o origami não é assim tão antiga. Foi há cinco anos atrás – a minha primeira viagem ao estrangeiro despertou-me o interesse. Estava eu, então, a pensar em qual seria o melhor presente para levar e oferecer, quando me lembrei do Origami.
Mais tarde, foi uma surpresa saber que as pessoas tinham gostado muito, e, como eu próprio sentia o “bichinho” a crescer, dei comigo a consultar livros sobre dobragem de papel cada vez que entrava numa livraria ou biblioteca. Foi nessa altura que me deparei com uma peça que me deixou profundamente atraído pelo origami…. Isso aconteceu, um dia, quando descobri na biblioteca o “elefante” inventado por Jonh Montroll. Seria possível um origami assim tão real e expressivo, apenas com uma só folha?! Ainda um pouco incrédulo, fui fazendo a dobragem de acordo com o esquema explicativo do livro, e ao ver, passo a passo, a “folha” transformar-se em “elefante” não consegui deixar de me emocionar. Vim depois a saber que esta era uma obra pertencente a um género chamado “Origami de Autor”, diferente do “Origami Tradicional” transmitido no Japão de geração em geração. Apercebi-me também que, hoje em dia, o Origami está a criar raízes nos vários cantos do mundo por onde se tem difundido.
Motomichi
Motomichi Yamahata é um jovem Monge Budista, filho do Mestre Zen Hôgen Daidô que durante muitos anos orientou retiros de meditação em Portugal. Motomichi terminou a sua formação monástica há cerca de dois anos, altura em que regressa ao pequeno templo de aldeia na região central de Shizuoka (Japão) onde nasceu e onde atualmente ajuda os pais nas cerimónias e rituais budistas oferecidos em honra dos antepassados da comunidade circundante. Um templo, no Japão, é um espaço de prestação de serviços religiosos e um importante ponto de encontro e solidariedade, mas é também, na sua essência, um espaço de prática e ensinamento.
Marta Morais















