Pensar, Ver, Olhar as Igualdades /Desigualdades do Passado e do Presente é uma tarefa complexa, considerando a sua abrangência na orgânica das sociedades e a sua persistência no tempo.
Na verdade, o conceito de igualdade não tem sido uniforme ao longo dos tempos. Surge mais nitidamente na Grécia Antiga, se bem que limitado, na prática, às relações estabelecidas na pólis. Depois, mais tarde, associa-se aos fundamentos do Cristianismo, quando este se tornou na religião oficial do Império romano.
Com os Iluministas, o pensamento inverte-se e a igualdade passa a ser natural e inerente aos Homens, enquanto a desigualdade é entendida como uma construção social. Os seres humanos, por natureza, nascem livres e iguais, porém, passam a diferir entre si, ao encarar a vida em sociedade, com as suas adversidades, devido a discriminações e privilégios que alimentam relações de desigualdade.
Esta tendência continua, no século XIX e no século XX, com os movimentos sociais no combate e na luta contra as desigualdades em prol da igualdade.
E hoje em dia? Como são encaradas certas realidades sociais?
Expôr algumas visões sobre a aplicabilidade de tais conceitos, levando em conta a dificuldade de conciliação de valores como igualdade, liberdade, justiça, assim como o respeito pela pluralidade humana e a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, foi o desafio lançado aos nossos artistas, crentes de que refletindo e olhando a desigualdade, podemos contribuir para a criação de uma sociedade verdadeiramente justa e equitativa para todos.
Neste desafio se inscreve o projeto Amo uma obra prima – remake(s), o qual se assume, simultaneamente, quer como um desafio pedagógico, quer como um projeto de gestão curricular disciplinar, quer como um projecto desenvolvido na área curricular de Cidadania e Desenvolvimento em articulação com o PEE e o PAA; é, ainda um projeto que promove o trabalho interdisciplinar e a formação humanística/artística dos alunos do 10º Ano, 11ºAno e 12º Ano da Escola Artística António Arroio em parceria com o CRE/ Biblioteca.
A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível. (Leonardo da Vinci)
A ARTE é um LUXO, não porque precise necessariamente de “Riquezas” para ser executada… ela é um LUXO porque precisa de MÃOS… descansadas! (Claude Monet)
Com a participação dos alunos das turmas:
B, D, E, K, do 10º Ano
E, J, K , Q do 11º Ano
B, H, Q, Q1 do 12º Ano
A quem os professores dinamizadores do projeto agradecem
Prfs Helena Cruz, Luis Malaca, Marisa Mendes, Nazaré Almas