O que é o desenho? Porque desenhamos?

Conferência por Ana Leonor M Rodrigues
7 dez | 10:30 h | sala 301

«Dos primeiros riscos que uma criança faz, em que a descoberta do poder de alterar as coisas é mais intensa do que qualquer outra significação, ao ato investigativo da realidade através do olhar, para culminar no que pode vir a ser uma obra artística, o desenho vai mobilizar a mente e «ensinar» o cérebro a ver e utilizar essa capacidade de modos específicos e úteis a uma área vasta de ações, das quais as artes e o pensamento criativo subjacente são um dos principais âmbitos de interesse.
(…)Desenhar consiste sobretudo num método, e como tal se pode aprender, antes mesmo de ser uma expressão artística acessível a qualquer pessoa que esteja disposta a utilizá-la.
(…)Existem tipos variadíssimos de Desenhos. Uns mais pragmáticos em relação à sua função outros mais secretos, outros virtuosos, outros que são porque contêm a possibilidade de outras existências.»

in Rodrigues, Ana Leonor Madeira; O que é o Desenho; ed. Quimera,2003.

Cineclube

 Programa de dezembro

O nosso Cineclube associa-se, pela primeira vez, ao evento de âmbito nacional O DIA MAIS CURTO. Pelo sexto ano consecutivo, a iniciativa celebra a grande festa da curta-metragem com sessões de cinema por todo o país!

Nos dias 5 e 12 de Dezembro, o Estúdio 213 irá acolher duas programações muito especiais:

— a primeira sessão, NOVAS CURTAS PORTUGUESAS, propõe destacar a curta-metragem portuguesa que tem vindo a ser celebrada pela sua qualidade em festivais de cinema de todo o mundo, revelando todos os anos novos e talentosos cineastas. Serão assim exibidos os filmes: Ride (2018), de Paul Bush | A Barriga de Mariana (2018), de Frederico Mesquita | Rio Entre as Montanhas, de José Magro | Agouro (2018), de David Doutel e Vasco Sá | Tudo o Que Imagino (2017), de Leonor Noivo.

— a segunda sessão, CURTAS DO MUNDO, apresenta quatro curtas-metragens de vários pontos do mundo exibidas no 26º Curtas Vila do Conde, oferecendo um olhar abrangente sobre a sociedade contemporânea e as suas problemáticas: Sara F. (2018), de Miguel Fonseca | Olhar Fixo (2017), de Farnoosh Samadi | Vihta (2018), de François Bierry | A Canção (2018), de Tiphaine Raffier.

Esta Extensão só é possível graças à parceria estabelecida com a Agência da Curta Metragem e o Curtas Metragens CRL. Como sempre, as projeções com qualidade de excelência contam com a dedicação e o profissionalismo da empresa Bazar do Vídeo e o apoio do Plano Nacional de Cinema.

Vem e traz outro amigo também!

Mais informações:
http://odiamaiscurto.curtas.pt/ | https://sites.google.com/antonioarroio.pt/cineclube/

Ciclo ArtAfrica – “Para nós, por nós”

Produção cultural africana e afrodiaspórica em debate
5ª feira | 6 dez | 16:10 h | sala 301

Conversa com Francisco Vidal na António Arroio – uma parceria com a Faculdade de Letras da UL | Centro de Estudos Comparatistas.

Após uma breve apresentação do seu corpo de trabalho e aproveitando o espírito do texto fundador deste ciclo ArtAfrica, há um conjunto de questões a explorar e que poderão surgir da conversa / do debate com o nosso convidado:
Que conhecimento sobre África e as diásporas africanas é produzido através das artes, em vários tempos e espaços? Quais as condições de produção em cada contexto, em termos de políticas públicas e privadas, e que alternativas? Existe um circuito lusófono? Que oferta cultural se pode acompanhar em Lisboa e que temáticas específicas têm sido abordadas?
Faz sentido haver programas específicos sobre arte africana? Como se inscreve e categoriza, no discurso dos curadores e programadores, uma ideia de “diferença” e relação com o “Outro”?
A cultura contraria ou reforça a redoma da alteridade – de um “nós” e de um “eles”? Como se foi complexificando a crítica ao passado colonial e imperial do país, e a análise das suas continuidades na sociedade contemporânea? Qual o papel das artes para uma postura pós-colonial, tendo em conta as realidades socio-económicas e sociais do país?
Estas e muitas outras questões poderão ser suscitadas não sem antes conhecermos o trabalho do artista que nos desafiou a levarmos material riscador e folhas de papel.

Até 5ºfeira.

Links úteis:
https://gestaodasartes.wordpress.com/
http://www.apantropologia.org/apa/ciclo-artafrica-para-nos-por-nos-producao-cultural-africana-e-afrodiasporica-em-debate/
http://artafrica.letras.ulisboa.pt/pt/artist/288.html

 

Aviso

Caros alunos, Caras alunas:

Venho por este meio solicitar, a quem ainda não obteve todos os livros de estudo, que se dirija à secretaria para regularizar a sua situação, até ao fim de novembro.

Aproveito para reforçar a informação que no 12º ano apenas existem os manuais de português do próprio ano e o de Geometria Descritiva A, referente ao 11º ano (que na nossa escola é utilizado no 12º ano).

O diretor
Rui Madeira

Aviso 2 – 2018/19

Devolução de caução de reapreciação de exame

Informam-se todos/as os/as alunos/as que realizaram exame nacional e que pediram reapreciação de prova, se a mesma foi aceite e com alteração para mais pontuação, deverão solicitar a devolução do valor de caução até ao dia 30 de novembro de 2018, para podermos proceder ao fecho de contas deste processo.

13 de novembro de 2018
O diretor
Rui Madeira

Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa

Exposição: Um percurso ….

Entre os dias 15 e 22 de novembro de 2018, todos os docentes e alunos têm a oportunidade de poder ver a exposição e o vídeo no espaço à entrada do portão principal, à direita do segurança.

A Língua Gestual Portuguesa (LGP) é a língua através da qual grande parte da comunidade surda, em Portugal, comunica entre si. É processada através de gestos sistematizados e a sua captação é visual. É usada não apenas pela comunidade surda, mas também por toda a comunidade envolvente, como familiares de surdos, educadores, professores, técnicos, entre outros…

Apresentação de Inês Leitão

“O azulejo continua vivo”: Uma viagem em torno da produção contemporânea.

14 Nov | 16h15 | sala 301

Na próxima quarta-feira virá à nossa Escola a investigadora Inês Leitão, da ARTIS- Instituto de História da Arte, apresentar a comunicação “O azulejo continua vivo”: Uma viagem em torno da produção contemporânea.

Inês Leitão tem uma bolsa de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), na Escola de Artes e Humanidades da Universidade de Lisboa. (FLUL) onde desenvolve uma pesquisa dedicada à produção de azulejos contemporâneos entre 1950 e 2020, aplicada em espaços públicos. Na sua tese de mestrado, procurou questionar e esclarecer como o azulejo, como elemento da arte pública, pode possibilitar a construção do lugar e, ao mesmo tempo, propor uma reflexão sobre o azulejo contemporâneo e a arte pública.

Palestra “Narrativas fotográficas”

PAULIANA VALENTE PIMENTEL
Sala 301 | 12 de Novembro, 2ªfeira | 16h10

Em 2005, participou no curso de fotografia do Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística. Pertenceu ao colectivo [Kameraphoto] desde 2006 até à sua extinção em 2014.
Em 2015 recebeu o prémio de Artes Visuais, do melhor trabalho fotográfico do ano “The Passenger”, pela Sociedade Portuguesa de Autores.
Em 2016 funda o novo coletivo “N’WE”. Para além de livros coletivos, em 2009 foi publicado o seu primeiro livro de autora ‘VOL I’, pela editora Pierre von Kleist e ‘Caucase, Souvenirs de Voyage’, pela Fundação Calouste Gulbenkian em 2011.
Também em 2016 foi nomeada para o Prémio “NOVO BANCO Photo 2016″, pela série “The Behaviour of Being”, tendo apresentado “Quel Pedra” no Museu Berardo no mesmo ano.
Realizou também diversos filmes: “Diz-se que Portugal é um bom país para se viver” (40min.), Portugal 2011; “Jovens de Atenas/Youth of Athens” (13 min.), Athens, Greece, 2012 e “Entre Nous” (51 min.) Portugal, France, 2014.

Cineclube & Filosofia

Programa de novembro

Em Novembro, o nosso Cineclube e a disciplina de Filosofia apresentam uma programação desenvolvida em parceria.

No mês em que a procura pelo saber e a paixão pelo cinema se encontram, serão projetados três filmes absolutamente imperdíveis que aprofundam o mesmo leitmotiv: o Vento. Assim, nos dias 19, 21 e 28 de Novembro, serão projetados As Asas do Vento (2013), de Hayao Miyazaki, O Vento (1928), de Victor Sjöström, e Une Histoire de Vent (1988), de Joris Ivens, filmes distintos entre si, tanto na abordagem, como no questionamento, mas que comungam do trabalho em torno da mesma força: o Vento – força tamanha e invisível que se manifesta nos elementos mais simples e concretos. Como lembra Robert Bresson: «Traduzir o vento invisível pela água que ele esculpe ao passar.».

Entretanto, no âmbito das Comemorações do Dia Mundial da Filosofia, dedicadas este ano, na António Arroio, ao Fim da Grande Guerra, já na próxima quarta-feira, dia 14 de Novembro, será exibido o filme A Grande Ilusão (1937), de Jean Renoir. Trata-se de uma obra maior da História do Cinema que conta a história do aprisionamento, pelos alemães, de soldados e oficiais franceses e do relacionamento que se estabelece entre os dois lados.

A programação deste mês não seria possível sem o apoio da distribuidora Outsider Films, da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, do Plano Nacional de Cinema, e a dedicação/profissionalismo da empresa Bazar do Vídeo. A todos, o nosso muito obrigado!