23 a 30 maio | Piso 0 | Corredor junto à Associação de Estudantes
Ao colocar em foco o papel do erro como tema relevante à educação em arte, descortinam-se possíveis novas compreensões do significado do erro nos diferentes contextos atuais de formação. Para iniciar, comecemos por definir o que o erro significa para nós. O erro é, desde o início da nossa civilização, uma fonte de medo e vergonha. É uma espécie de “bicho papão” que se alimenta das nossas inseguranças mais profundas, criando um certo medo e hesitação no ser humano. Nós, pelo contrário, pensamos que experimentar o fiasco e a frustração inerente a ele é o que, no fundo, nos torna humanos.
E se o Erro não for o fim, mas antes um começo, um meio para despoletar o processo criativo? E se houver um espaço na escola para errar? Conseguimos virar o Erro do avesso?
O projeto Arrisca-te, desenvolvido no âmbito da disciplina de Gestão das Artes, apresenta parte do processo de aprendizagem realizado por diversos alunos na disciplina de Desenho A.
O que une estes trabalhos não é um tema ou um produto final, mas sim o assumir do erro. Propomos um ambiente onde possamos sentir-nos desprendidos, desenhar sem pensar duas vezes, libertar o fluxo criativo que temos dentro de nós. Cremos que sem o obstáculo do medo de errar à nossa frente, somos capazes de arriscar, e é através desse ato que conseguimos evoluir e alcançar algo novo.
Com esta partilha de erros surge também a troca de opiniões, sugestões. Aqui, pode transformar-se então o erro numa ponte para a criação, num mural coletivo, como forma de combate ao perfeccionismo e frustração que daí advém. Este erro que antes condicionava o nosso trabalho converte-se agora em espontaneidade.
Com o resultado coletivo obtido propomos criar um objeto artístico que eterniza esta experiência e dinâmica sugerida pela Associação do Avesso.
Portanto, atira-te de cabeça nesta experiência, arrisca-te!
Mais informações: https://associacaodoavesso.wixsite.com/arrisca-te

