O Desenho como performance

com António Jorge Gonçalves
23 maio | 11:00 h | sala 212 E

O objectivo é divulgar o método e a dinâmica performativa do desenho digital em tempo real, possibilitando aos participantes a experimentação directa das suas possibilidades.
Pretende-se também inspirar o desenvolvimento da potencialidade performativa do desenho, que já é uma ferramenta de expressão ao alcance de todos. Com esta acção procura-se que este método possa vir a ser utilizado e transformado por outros performers, noutros contextos.
Numa primeira parte contextualiza-se o percurso de AJG no âmbito do desenho e das práticas interdisciplinares, numa segunda parte demonstra-se o método de desenho digital em performance desenvolvido pelo artista e dá-se a possibilidade aos participantes de explorarem as possibilidades de articulação com esta linguagem.

Apresentação do livro DESENHOS EFÉMEROS sobre a actividade performativa – desenho digital em tempo real e a manipulação de objectos em retroprojetor de transparências – do artista visual António Jorge Gonçalves. As mais de 150 performances realizadas pelo artista entre 2003 e 2017, a solo ou em diálogo – com parceiros tão distintos como a banda Galandum Galundaina ou a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o pianista Bernardo Sassetti ou a coreógrafa Amélia Bentes – ficaram apenas na memória de quem esteve presente.

Esta é uma primeira atividade do ciclo de Conferências da Primavera, que conta com a colaboração do Cineclube Edgar Sardinha, do Curso de Comunicação Audiovisual e da empresa Bazar do Vídeo.

António Jorge Gonçalves

Nasceu e vive em Lisboa. O seu trabalho envolve ilustração editorial, performance visual e cartoon político. Licenciou-se em Design de Comunicação na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e fez Mestrado em Theatre Design na Slade School of Fine Art, em Londres, onde foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi docente no IADE e na RESTART. Entre 2008 e 2015 leccionou ESPAÇOS PERFORMATIVOS na Universidade Nova de Lisboa (mestrado em Artes Cénicas). Em 2015 integrou o projecto pedagógico 10×10 da Fundação Calouste Gulbenkian como artista formador. É autor de novelas gráficas pelas quais foi premiado no Festival Internacional de BD da Amadora. Tem colaborado com diversos escritores – Nuno Artur Silva, Rui Zink, Ondjaki ou Mário de Carvalho – na criação de livros onde texto e imagem se relacionam de forma exploratória. Fez direção visual em várias peças de teatro. Com o Desenho Digital em Tempo Real e a manipulação de objectos em Retroprojector de Transparências, tem criado diversas espectáculos com músicos, actores e bailarinos em Portugal, França, Alemanha, EUA, Japão e Itália. Com o projeto Subway Life, percorreu várias cidades do mundo desenhando pessoas nas carruagens do Metro. Publica, desde 2003, cartoon político nas páginas do Inimigo Público (jornal Público): já foi distinguido diversas vezes no World Press Cartoon e viu os seus desenhos serem publicados no Le Monde, Courrier Internacional e em várias colectâneas internacionais. Foi distinguido em 2014 com o Prémio Nacional de Ilustração (DGLB) pela obra Uma Escuridão Bonita (com Ondjaki).