Cinéfilas e Cinéfilos,
O Cineclube Professor Edgar Sardinha
tem o prazer de retomar a sua atividade na próxima quarta-feira, dia 5 de
novembro, com o ciclo inaugural Cinema e
Fotografia. Este regresso conta com três sessões especiais dedicadas à exploração
da profunda relação entre estas duas artes, convidando a comunidade escolar a
(re)descobrir os diálogos e influências que as unem.
5 DE NOVEMBRO | 16:00 | ESTÚDIO 213
“STRANGER THAN PARADISE”(1998), de
Jim Jarmusch
Com estreia em 1984, no Festival de
Cannes, “STRANGER THAN PARADISE” marcou de forma decisiva o cinema independente
americano. Através da história de Willie, um imigrante húngaro que vive em Nova
Iorque, da sua prima Eva, recém-chegada da Europa, e do amigo Eddie, Jim Jarmusch
constrói um retrato minimalista e irónico da vida urbana e do sonho americano.
Pontuado por silêncios, humor seco e gestos quotidianos, o filme transforma a
banalidade em poesia, revelando um olhar singular sobre a alienação, a amizade
e o deslocamento num mundo em permanente movimento.
12 DE NOVEMBRO | 16:00 | ESTÚDIO 213
LA JETÉE (1962), de Chris Marker
Lançado em 1962, LA JETÉE é uma das
obras mais singulares e influentes da história do cinema. Construído quase
inteiramente a partir de fotografias, o filme de Chris Marker conta a história
de um homem que, após a Terceira Guerra Mundial, é escolhido para participar
numa experiência de viagem no tempo. Entre a memória, o sonho e a ciência, La Jetée reflete sobre a fragilidade da
condição humana e a persistência da imagem como testemunho. Num exercício
poético e filosófico, Marker transforma a fotografia em movimento e o tempo em
emoção, revelando o poder do cinema para reinventar a própria percepção do
real.
19 DE NOVEMBRO | 16:00 | AUDITÓRIO
312
KORA (2024), de Cláudia Varejão
Estreado na secção Giornate degli
Autori da Festival de Cinema de Veneza (2024), Kora traça um retrato silencioso e profundo de mulheres refugiadas
que vivem em Portugal. A realizadora partilha connosco o quotidiano destas
mulheres – Inna, Lana, Margarita, Norina, Zohra – cujas vidas se entrelaçam com
as memórias de uma terra deixada para trás, guardadas numa fotografia. Em
imagens que alternam preto e branco e cor, o filme transforma retratos –
aqueles que as protagonistas trouxeram de casa, da família, dos amados – num
arquivo vivo de presença e ausência. Cláudia Varejão oferece-nos uma obra que
é, simultaneamente, íntima e política: um convite a escutar os gestos do
exílio, a contemplar as cicatrizes invisíveis da guerra e a valorizar aquilo
que se consegue conservar quando tudo parece perdido.
Convida-se toda a comunidade escolar a participar nesta sessão e nas próximas a anunciar. Vem e traz outro amigo também!